A crise no transporte público de Sete Lagoas ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (10). A COOPERSELTTA, responsável por parte do sistema de transporte, anunciou a possibilidade de paralisação devido à falta de repasses da TURI, empresa concessionária do transporte convencional. Segundo a cooperativa, os valores não repassados comprometem a manutenção do serviço.
Após o anúncio, a TURI publicou uma nota oficial em suas redes sociais reforçando a gravidade da situação e afirmando que o transporte coletivo da cidade enfrenta um “grave desequilíbrio econômico-financeiro”.
De acordo com a empresa, embora a COOPERSELTTA tenha vencido sua concessão com tarifa pública de R$ 4,75, a tarifa técnica calculada é de R$ 3,77, valor que não cobre os custos operacionais. No sistema convencional, a situação é ainda mais crítica: a tarifa atual de R$ 5,20 fica muito aquém da tarifa técnica estimada em R$ 8,60.
A TURI afirma que o sistema acumula mais de R$ 30 milhões em dívidas, não consegue renovar a frota, realizar investimentos ou manter despesas essenciais. De acordo com a empresa, obrigações como o 13º salário têm sido pagas por meio de empréstimos.
A empresa também relembra que o acordo verbal firmado em 2019 ocorreu em um cenário econômico totalmente diferente e que, atualmente, tanto a cooperativa quanto o transporte convencional operam sob um modelo estruturalmente desequilibrado.
Embora reforce o compromisso com a população, a TURI alerta que, sem uma correção urgente desse desequilíbrio, não haverá sustentabilidade para manter o serviço.
A possível paralisação da COOPERSELTTA, somada à crise declarada pela TURI, acende um alerta sobre o futuro do transporte coletivo em Sete Lagoas. O Portal LA News segue acompanhando o caso.






























