O faturamento com a venda de bebidas alcoólicas pela internet caiu 47% no Brasil devido à crise do metanol, que já se estende por mais de um mês. De acordo com levantamento da Neotrust, empresa especializada no monitoramento do e-commerce, as bebidas destiladas — como gin, whisky e vodka — foram as mais afetadas, embora o comércio de bebidas fermentadas também tenha sofrido retração.
Antes da crise, em um período de três semanas, o faturamento do setor no comércio eletrônico nacional chegou a R$ 32,6 milhões. Nos 21 dias seguintes ao início da crise, o montante despencou para R$ 17,2 milhões. As vendas online de gin caíram 65,9%, seguidas pelo whisky (-47,9%) e pela vodka (-42,3%). Entre as bebidas fermentadas, o faturamento com cerveja, vinho e espumante recuou 16,8%, 11,7% e 7,3%, respectivamente.
Os distribuidores foram os mais prejudicados, com queda de 65,8% nas vendas, seguidos por marketplaces (-42,9%) e supermercados (-40%). Embora a maioria dos casos de intoxicação por metanol tenha sido registrada em São Paulo, o Espírito Santo apresentou a maior redução nas vendas (-53,3%), seguido por Minas Gerais (-48,8%) e São Paulo (-44,8%).
Entre as regiões do país, o Nordeste lidera a queda no e-commerce de bebidas, com retração de 58,9%, seguido do Norte (-54,6%), Sudeste (-45,1%), Sul (-40,1%) e Centro-Oeste (-33,9%).
Conforme o último boletim do Ministério da Saúde, divulgado em 29 de outubro, o número de casos confirmados de intoxicação por consumo de bebidas adulteradas com metanol subiu para 59. Até o momento, há 103 notificações — 44 em investigação e 662 já descartadas.
O estado de São Paulo concentra a maioria dos casos confirmados (46) e sete sob apuração. Também foram registradas ocorrências em Pernambuco (5), Paraná (6), Rio Grande do Sul (1) e Mato Grosso (1). Ao todo, 15 mortes foram confirmadas em decorrência da intoxicação: nove em São Paulo, três no Paraná e três em Pernambuco.



























