A Cooperativa Cooperseltta pode paralisar suas atividades nos próximos dias em Sete Lagoas devido à falta de repasses por parte da Turi, responsável pela arrecadação da bilhetagem eletrônica no município. Segundo o presidente da cooperativa, Geraldo Vieira, o combustível disponível só garante operação até a próxima terça-feira. Depois disso, os ônibus não terão condições de rodar.
A crise teve início após o decreto municipal que unificou a bilhetagem eletrônica e criou a câmara de compensação entre as empresas, sob supervisão da Secretaria Municipal de Trânsito. A Turi ficou encarregada de toda arrecadação e da distribuição dos valores referentes ao que cabe à Cooperseltta.
Vieira afirma que até março de 2023 os repasses eram feitos regularmente. Entretanto, desde então os atrasos começaram a se acumular, e hoje a dívida da Turi com a Cooperseltta já ultrapassa R$ 1,6 milhão.
Durante todo esse período, a cooperativa notificou formalmente a Turi via cartório e comunicou a situação à Secretaria de Trânsito, à Procuradoria-Geral do Município, à Câmara Municipal e ao Ministério Público — sem que qualquer solução prática fosse apresentada.
Para manter a operação funcionando e honrar compromissos com colaboradores e fornecedores, a Cooperseltta recorreu a empréstimos bancários. Agora, sem novas fontes de crédito e com o valor da dívida inviabilizando a continuidade do serviço, a paralisação é considerada inevitável caso o repasse não seja realizado nos próximos dias.
A cooperativa informou ainda que, caso a situação não seja resolvida, a paralisação poderá ocorrer diretamente na porta da garagem da Turi, onde os cooperados podem impedir a saída dos ônibus da empresa, o que ampliaria o impacto sobre todo o transporte público de Sete Lagoas. Ainda não há confirmação oficial sobre a realização do ato, mas a possibilidade é tratada como real pelos motoristas.
Usuários do transporte coletivo podem enfrentar instabilidade ou até a suspensão total do serviço. A cidade aguarda um posicionamento das empresas e do poder público para evitar que a crise se agrave.






























