As exportações de Sete Lagoas para os Estados Unidos despencaram 89% em setembro, somando apenas US$ 2 milhões, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) analisados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O município está entre os mais prejudicados do país desde a entrada em vigor do “tarifaço” imposto pelos norte-americanos, que adicionou uma tarifa extra de 40% sobre diversos produtos brasileiros.
O setor siderúrgico, responsável pela maior fatia das vendas externas da cidade, foi o mais afetado. As exportações de ferro e aço caíram de US$ 24 milhões em agosto para US$ 2 milhões em setembro — uma retração de 89%. Em comparação com julho, último mês antes da medida, quando o faturamento alcançou US$ 66 milhões, a queda chega a 96%.
Em âmbito nacional, o Brasil exportou US$ 2,6 bilhões para os EUA no mês, registrando queda de 20%. Ao todo, 265 municípios brasileiros não tiveram qualquer receita com exportações para o mercado americano no período.
Em Sete Lagoas, praticamente todo o volume exportado em setembro foi proveniente da siderurgia (US$ 2,01 milhões). No entanto, outros setores também registraram retração, como o químico e o de produtos de origem animal.
Além de Sete Lagoas, outras cidades mineiras — como Confins, que exporta aeronaves, e Araxá, grande produtora de café — também sentiram os efeitos da medida tarifária, segundo o levantamento da CNI, que identificou prejuízos em 742 municípios brasileiros.
Apesar do cenário adverso, o início das negociações entre Brasil e Estados Unidos gera expectativa no setor industrial. O presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe, declarou estar “moderadamente otimista” com a possibilidade de reversão das tarifas. Enquanto isso, municípios como Sete Lagoas buscam alternativas para amenizar os prejuízos e retomar a competitividade no comércio internacional.
































