A possível exoneração de educadores físicos da Educação Infantil em Sete Lagoas tem dominado as últimas reuniões da Câmara Municipal e provocado intensas discussões. A denúncia veio através de alguns professores que relataram essa situação. Vamos aos fatos:
Segundo relatos, a disciplina de Educação Física continuará sendo ministrada normalmente. No entanto, as aulas deixariam de ser conduzidas pelos profissionais formados na área e passariam a ser responsabilidade das próprias professoras regentes. A mudança, embora prevista em lei e considerada formalmente possível, levanta dúvidas quanto aos impactos na rotina das educadoras e das crianças.
As principais preocupações são: as professoras regentes darão conta de mais essa tarefa? Muitas delas já enfrentam sobrecarga, relatam que não recebem o reconhecimento financeiro adequado e afirmam não ter condições de trabalho ideais. A inclusão de mais uma responsabilidade pode agravar ainda mais o cenário.
Além disso, e as crianças? Não serão prejudicadas sem os educadores físicos a frente da matéria? É notório que, quando ministrada por profissionais da área, a Educação Física para crianças é crucial para o desenvolvimento integral, melhorando habilidades motoras, cognitivas, sociais e emocionais, combatendo o sedentarismo e promovendo saúde física (ossos, coração, peso) e mental (bem-estar, foco), além de ensinar valores como cooperação e respeito através de jogos e atividades que fortalecem a formação do cidadão.
Hoje, é fato que boa parte dos servidores públicos municipais vive no limite, exaustos pelo acúmulo de funções. Outra questão levantada por nós é se as professoras foram devidamente ouvidas antes de se chegar a essa possível decisão.
A prefeitura ainda não se manifestou oficialmente. Nos bastidores, porém, o que se comenta é que o corte seria motivado por economia, com a possível exoneração de cerca de 30 profissionais de Educação Física. A medida, caso confirmada, acende um novo questionamento: não haveria outra área menos sensível onde fosse possível reduzir gastos sem comprometer a qualidade do ensino?
Enquanto o posicionamento oficial não é divulgado, mães, educadores físicos e professoras regentes aguardam respostas claras. Afinal, trata-se de uma decisão que impacta diretamente o desenvolvimento das crianças e a rotina de quem está diariamente na linha de frente da Educação Infantil.





























