Um levantamento do Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE-MG) revelou um alerta sobre os investimentos municipais em saúde mental no estado. Dos 853 municípios mineiros, 305 não destinaram nenhum recurso específico para ações voltadas à prevenção e tratamento de transtornos psiquiátricos em 2023 — o equivalente a 35% das prefeituras.
O relatório indica que, em valores absolutos, Belo Horizonte lidera os investimentos, com R$ 27 milhões aplicados no ano passado. No entanto, quando o critério é o gasto por habitante, a capital cai para a 20ª colocação no ranking estadual.
Os menores investimentos foram registrados em cidades do Norte e do Leste de Minas. Bocaiúva, no Norte do estado, destinou apenas R$ 2,6 mil para a área — cerca de R$ 0,04 por morador.
Na outra ponta, Barbacena, no Campo das Vertentes, aparece em primeiro lugar no ranking per capita, com R$ 70,90 investidos por pessoa. Em seguida estão São João del Rei (Zona da Mata), Curvelo (região Central) e Muriaé, também na Zona da Mata.
O levantamento reforça a disparidade entre os municípios e reacende o debate sobre a necessidade de políticas públicas mais efetivas e equitativas para a saúde mental em Minas Gerais.

































