A Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) divulgou, nesta semana, uma nota com duras críticas à mudança de nome da Eletrobras, que agora passa a se chamar Axia. No documento, a entidade classifica a alteração como “um golpe de marketing”, afirmando que o novo nome simboliza “o apagão da missão pública da empresa”.
A manifestação, publicada no site oficial da federação, resgata o histórico de resistência dos trabalhadores contra a privatização da estatal, concluída em junho de 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro. Segundo a FNU, o processo de desestatização foi o ponto culminante de um “golpe iniciado em 2016, com o afastamento da presidenta Dilma Rousseff”, e teria se intensificado com medidas que atacaram os direitos trabalhistas e o patrimônio público.
“Um presente aos minoritários”, diz a FNU
No texto, a federação afirma que a privatização da Eletrobras foi conduzida “sem debate público e em plena pandemia da Covid-19”, beneficiando apenas acionistas minoritários. A entidade responsabiliza Bolsonaro, o ex-ministro da Economia Paulo Guedes e o ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque por um suposto “assalto ao Estado”.
“O processo foi um presente aos minoritários que arquitetaram mais um golpe: tomar a Eletrobras de assalto sem pagar um tostão”, diz a nota.
De acordo com a FNU, o resultado da privatização foi a desestruturação de subsidiárias estratégicas, como Furnas, e a perda de um símbolo histórico de soberania e integração nacional.
Críticas ao novo nome
A federação também contesta a mudança de nome para Axia, substituindo uma marca com mais de 60 anos de história. Para os urbanitários, o rebatismo representa uma tentativa de apagar o legado da empresa pública e de criar uma aparência de modernidade voltada exclusivamente ao lucro.
“Dizem que representa valor, inovação, futuro. Mas o que reluz nem sempre ilumina”, afirma o texto.
A FNU define o novo nome como “um conceito embalado por mãos que nunca giraram uma turbina”, e completa: “É o nome que se dá ao vazio quando se quer parecer cheio.
“Podem mudar o nome, mas não a luta”
Apesar das mudanças, os trabalhadores asseguram que a mobilização continuará. A federação reafirma seu compromisso com a defesa da modicidade tarifária, da transição energética justa e das condições dignas de trabalho.
“Podem mudar o nome, mas não vão mudar o nosso clamor por justiça”, afirma a nota. “A Axia, nome de péssimo gosto, não asfixia nossos propósitos de luta.”
A FNU encerra o comunicado reafirmando o valor simbólico e estratégico da antiga Eletrobras para o país:
“Pra sempre Eletrobras! Sigamos firmes, em marcha!”, conclui o texto.






























