Um chamamento nacional contra o feminicídio aconteceu neste fim de semana em todo o Brasil, e Sete Lagoas também marcou presença. A mobilização, realizada em capitais e em diversas cidades do interior, buscou chamar atenção para o aumento dos casos de feminicídio e para o que organizadores classificam como descaso e afrouxamento das sanções previstas em lei, sobretudo as relacionadas ao feminicídio e à Lei Maria da Penha.
Segundo representantes do movimento, a manifestação também teve o objetivo de denunciar que, dependendo da classe social e cor da pele do agressor, decisões judiciais vêm se tornando mais brandas, o que preocupa ativistas e familiares de vítimas.
Participação ampla e chamada ao envolvimento dos homens
Embora o movimento seja voltado à defesa das mulheres, os organizadores destacaram que a ação não era exclusiva para o público feminino. Pelo contrário, a convocação também envolvia homens, considerados fundamentais para ampliar a conscientização e o engajamento.
“Eles precisam se envolver nessa luta. A proteção das mulheres passa pela responsabilidade de toda a sociedade”, afirmavam integrantes do ato durante a mobilização.
Organização da manifestação na cidade
A iniciativa em Sete Lagoas foi articulada pelo coletivo Várias Marias e contou com apoio de outros grupos e entidades:
- Galeria das Negas (ONG VEM)
- Aspoli
- PT Sete Lagoas
- IAMB – Instituto Nacional de Apoio à Mulher Brasileira
- UP – União Popular pelo Socialismo
- Secretaria da Mulher
Ato ocorreu na feira da Lagoa da Boa Vista
A manifestação foi realizada na manhã do último domingo, na Feira da Lagoa Boa Vista, onde participantes distribuíram panfletos, conversaram com visitantes e exibiram cartazes pedindo justiça, respeito e políticas públicas mais eficazes de proteção às mulheres.
Organizadores afirmam que novas ações devem ser convocadas nos próximos meses, mantendo a pauta de enfrentamento à violência de gênero no centro do debate público.
Imagem: fotógrafo Davi Cecílio






























