Uma moradora de Sete Lagoas procurou a Polícia Civil para registrar uma denúncia contra um médico de uma clínica particular da cidade. Ela afirma que o profissional passou a enviar mensagens pessoais e inapropriadas após uma consulta. O caso, ocorrido no início de outubro, está sob investigação.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher esteve na clínica no dia 3 de outubro de 2025 para um atendimento médico. Durante a consulta, o profissional teria feito questionamentos de cunho pessoal, como sobre seu estado civil, se tinha filhos e se fazia uso de métodos contraceptivos.
No dia seguinte, o médico teria iniciado contato pelo WhatsApp, utilizando o número de telefone informado na ficha de atendimento. Nas mensagens, ele demonstrou interesse afetivo, afirmando ter achado a paciente “muito interessante”.
Mesmo após a mulher informar que era casada e não concordava com aquele tipo de abordagem, o médico teria insistido, admitindo que havia obtido o número por meio dos dados do prontuário.
A situação teria causado constrangimento, abalo emocional e conflitos conjugais, conforme relatado pela vítima às autoridades. O caso também aponta para possíveis infrações éticas previstas no Código de Ética Médica, além de violação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), pelo uso indevido de informações coletadas em ambiente profissional.
A vítima solicitou que o caso seja encaminhado ao Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG) para apuração na esfera ética, além da investigação de possíveis crimes de assédio, importunação ofensiva à dignidade sexual e violação de dados pessoais.





























