Rio de Janeiro – 28 de outubro de 2025
Uma intensa operação policial deflagrada nas primeiras horas desta terça-feira (28) transformou o Complexo da Penha e parte do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, em um verdadeiro cenário de guerra. A ação, que tinha como alvo lideranças do Comando Vermelho, resultou em pelo menos quatro mortos, duas pessoas feridas por balas perdidas e 23 prisões confirmadas até o fim da manhã.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram tiroteios de alta intensidade, helicópteros sobrevoando a região e moradores se abrigando dentro de casa para escapar dos disparos. Em algumas imagens, é possível ver barricadas erguidas por criminosos para impedir o avanço das forças de segurança.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a ação — batizada de Operação Contenção — reuniu mais de 2.500 agentes das polícias Civil e Militar, com apoio do Ministério Público estadual. O objetivo era cumprir mandados de prisão e busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento em tráfico de drogas, homicídios e ataques armados ocorridos nos últimos meses na capital fluminense. Entre os alvos estão nomes ligados à cúpula do Comando Vermelho, que, segundo as investigações, comandavam atividades criminosas dentro e fora das comunidades da Penha e do Alemão.
Durante os confrontos, duas pessoas foram atingidas por balas perdidas — uma mulher em uma academia no bairro de Inhaúma e um homem em um ferro velho próximo à Penha. Ambos foram levados para o Hospital Getúlio Vargas, onde permanecem internados. A Polícia Militar confirmou que quatro suspeitos morreram em troca de tiros com os agentes. No entanto, os números ainda podem aumentar, já que há relatos de novos confrontos em pontos isolados das comunidades.
Desde o início da operação, o clima foi de pânico entre os moradores. Escolas e postos de saúde suspenderam o funcionamento, e o transporte público foi parcialmente interrompido em ruas próximas aos acessos principais do Complexo da Penha. Vídeos gravados por moradores mostram tiroteios contínuos, helicópteros sobrevoando as favelas e um cenário descrito como “zona de guerra”. Uma moradora relatou em áudio enviado a um grupo comunitário que estava há mais de três horas deitada no chão, sem poder sair de casa, com tiros por todos os lados.
Até o momento, 23 suspeitos foram presos e encaminhados à Cidade da Polícia, no Jacaré. A operação também apreendeu armas de grosso calibre, munições, rádios comunicadores e drogas. Segundo as autoridades, drones utilizados por traficantes para monitorar a movimentação policial também foram derrubados durante a ação.
O governo do estado afirma que a megaoperação é parte de um conjunto de ações estratégicas para enfraquecer financeiramente o tráfico e retomar o controle de áreas dominadas pelo crime organizado. Entretanto, entidades de direitos humanos e lideranças comunitárias voltaram a criticar o impacto dessas operações sobre a população civil, que frequentemente fica em meio ao fogo cruzado.
A Polícia Civil informou que os resultados completos da operação, incluindo o número final de mortos, presos e armas apreendidas, serão divulgados após o encerramento das diligências.
Fontes: R7 Notícias, CNN Brasil e Polícia Militar do Rio de Janeiro.




























