Sete Lagoas alcançou um marco importante na área da saúde pública. O prefeito Douglas Melo anunciou, na sexta-feira (31), o início do fornecimento gratuito de sensores de glicose e dos insumos necessários para seu uso, beneficiando, em um primeiro momento, crianças e adolescentes diagnosticados com diabetes tipo 1.
O investimento, de aproximadamente R$ 2 milhões, foi viabilizado por meio de emenda parlamentar da deputada federal Duda Salabert, articulada pelo vereador Caio Valace, com contrapartida da Prefeitura de Sete Lagoas. Segundo o prefeito, a medida representa um avanço significativo na qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias.
“Estamos adquirindo sensores modernos de monitoramento da glicemia, que vão eliminar o sofrimento das picadas diárias para medir o açúcar no sangue. Nesta primeira etapa, atenderemos crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 dentro de 60 dias, e os critérios de fornecimento serão amplamente divulgados”, destacou Douglas Melo.
Com essa iniciativa, Sete Lagoas passa a integrar o grupo de poucos municípios mineiros entre eles Passa Quatro, Juiz de Fora, Belo Horizonte e Lagoa da Prata, que oferecem o equipamento gratuitamente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
O secretário municipal de Saúde, Jean Barrado, explicou que o programa será implantado de forma gradual.
“Nossa meta é iniciar o monitoramento contínuo da glicemia em até 60 dias, garantindo melhores resultados no tratamento e mais qualidade de vida para as famílias que convivem com a doença”, afirmou.
O vereador Caio Valace, responsável pela articulação política que viabilizou os recursos, comemorou a conquista:
“É uma grande vitória para o SUS e para as famílias que enfrentam o desafio diário do diabetes tipo 1. Sete Lagoas dá um exemplo de compromisso com o cuidado e a inclusão”, ressaltou.
Avanço tecnológico e dignidade no tratamento
O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune que impede o pâncreas de produzir insulina. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, cerca de 92,3 mil crianças e adolescentes vivem com a condição no Brasil, o que coloca o país em terceiro lugar no ranking mundial de incidência, atrás apenas da Índia e dos Estados Unidos.
Os sensores de glicose representam um avanço tecnológico essencial no tratamento, permitindo o monitoramento contínuo e indolor dos níveis de glicemia, com maior precisão e conforto. Para a administração municipal, o programa simboliza não apenas uma inovação na saúde, mas também um compromisso com a dignidade e o bem-estar das pessoas.
Fonte: SeteLagoas.com.br



























